Seminário em Aracaju discute o brincar como direito fundamental e política pública para a infância

Evento gratuito na Escola do Legislativo de Sergipe reunirá especialistas, educadores e representantes da sociedade civil para debater a importância do brincar no desenvolvimento infantil e os desafios para sua efetivação como política de Estado

A cidade de Aracaju sediará, na próxima sexta-feira (19), o seminário “O Brincar como Direito das Crianças e como Política Pública de Estado”. O encontro, que acontece na Escola do Legislativo de Sergipe (ELESE), na Praça Fausto Cardoso, reunirá especialistas, educadores, artistas e representantes da sociedade civil para discutir o brincar como um direito fundamental da infância e elemento essencial para o desenvolvimento integral das crianças.

Reconhecido pela Convenção sobre os Direitos da Criança e pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), o brincar é apontado por especialistas como fundamental para o desenvolvimento físico, emocional, cognitivo e social. O debate proposto parte da constatação de que os espaços urbanos têm se tornado cada vez menos acolhedores para a infância, com carência de áreas públicas adequadas, redução do tempo livre e o avanço do isolamento e do uso excessivo de telas em detrimento da convivência comunitária.

A programação do seminário conta com palestras de quatro especialistas de diferentes áreas. A professora doutora Maicyra Leão, doutora em Artes Cênicas pela Universidade Federal da Bahia e pós-doutora pela Universidade Livre de Berlim, artista-pesquisadora e docente do Departamento de Teatro da Universidade Federal de Sergipe (UFS), abordará o tema “A dimensão política e pedagógica das cidades e seu papel na construção de infâncias urbanas e cidadãs”.

Também participa a professora Marília Menezes, doutora em Educação pela UFS e professora do Colégio de Aplicação da Universidade Federal de Sergipe (CODAP/UFS), que apresentará a reflexão “O corpo que brinca e a cidade que acolhe: infâncias, territórios e o direito ao encontro”. Já a professora doutora Roselaine Kuhn, doutora em Estudos da Criança pelo Instituto de Educação da Universidade do Minho (UMINHO – Portugal), trará ao evento a discussão “O livre brincar e se movimentar: necessidade vital das crianças”.

O seminário contará ainda com a presença de Rennê Nunes, representante do Movimento Nacional Brincar é Direito, com formação em Comunicação pela Universidade Federal Fluminense (UFF), especialização em Liderança Criativa pela Miami Ad School e em Design para a Sustentabilidade pelo Gaia Education. Ele abordará o tema “Brincar é Direito: como nasceu um movimento e por que ele virou filme” e integra o Conselho Deliberativo e colidera o Grupo de Trabalho de Justiça Social do Sistema B Brasil.

Completando a lista de palestrantes, a arquiteta e urbanista Maria Victoria Amado Abud, mestranda em Engenharia Civil (PROEC/UFS) com foco em planejamento e mobilidade urbana na infância, discutirá o tema “Infâncias na cidade: praças, direito ao brincar e experiências urbanas”. Sua pesquisa aborda os vínculos entre infância, cidade e políticas públicas, refletindo sobre como a produção do espaço urbano pode ampliar ou restringir o direito das crianças ao brincar, à mobilidade, ao encontro e à participação na vida urbana.

Durante o evento, será exibido o documentário “Brincar é Direito”, com duração de 30 minutos, que narra a reforma do parquinho da Praça do Campo Limpo, na periferia da Zona Sul de São Paulo, a partir da mobilização do empreendedor social Thiago Vinicius. O curta-metragem explora como a transformação de espaços públicos por meio da ação coletiva contribui para a garantia de um direito muitas vezes negligenciado pela sociedade.

O seminário é aberto ao público e gratuito. As inscrições podem ser realizadas por meio do link disponibilizado pela organização. O evento está marcado para as 8h30 do dia 19 de junho, na Escola do Legislativo de Sergipe, localizada na Praça Fausto Cardoso, Centro de Aracaju. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (79) 99644-1917.

A realização do seminário é uma iniciativa da deputada estadual Linda Brasil (Psol).

Clique aqui para se inscrever!

Junho Ambiental: evento debate justiça climática e protagonismo de povos tradicionais na proteção dos biomas

Encontro reúne MPF, Incra e Ibama para discutir territórios e saberes ancestrais contra a crise ecológica em Sergipe

Resumo do evento:
📅 Data: 12 de junho de 2026
⏰ Horário: 8h30 – 14h
📍 Local: Auditório do MPF/SE – Aracaju
🎯 Tema: Justiça climática e povos tradicionais como guardiões dos biomas sergipanos

No próximo dia 12 de junho, Aracaju sediará um encontro voltado à articulação entre justiça ambiental e conhecimento tradicional. O evento “Enquanto a Mata Respira: Povos Tradicionais e o Futuro dos Biomas Sergipanos” será realizado no auditório do Ministério Público Federal em Sergipe (MPF/SE), das 8h30 às 14h, com entrada gratuita.

A programação tem como foco central a proteção territorial, a emergência climática e o papel estratégico de indígenas e quilombolas na conservação da Caatinga e da Mata Atlântica – os dois biomas mais pressionados no estado.

 
 
 
 
 
Ver essa foto no Instagram
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Um post compartilhado por MPF em Sergipe (@mpfsergipe)

Por que a participação de comunidades tradicionais é vital para o meio ambiente?

Dados recentes do MapBiomas mostram que, entre 1985 e 2022, terras geridas por povos tradicionais e quilombolas perderam apenas 4,7% de sua vegetação nativa – um índice muito inferior ao registrado em propriedades privadas. Em territórios quilombolas com titulação regularizada, a supressão ficou em 3,2%, evidenciando que a segurança fundiária é um pilar da eficácia ecológica.

Em Sergipe, essa realidade ganha corpo com a atuação histórica de etnias como Xokós, Kaxagós e Fulkaxós, além de comunidades quilombolas como o Mocambo, que protegem recursos hídricos, sementes crioulas e a cobertura vegetal por meio de práticas agrícolas sustentáveis.

Desafios climáticos em Sergipe: desertificação e degradação costeira

A urgência do debate se justifica pelos impactos já visíveis nos biomas sergipanos. Expansão urbana desordenada, fragmentação florestal e mudanças climáticas aceleram a desertificação no semiárido e a degradação de manguezais e restingas na zona litorânea.

O evento, promovido em parceria com o Incra e o Ibama, busca justamente fortalecer a cooperação entre órgãos públicos, universidades, movimentos sociais e populações nativas para enfrentar esses desafios com políticas públicas coordenadas e troca de saberes.

Como participar

Cidadãos, pesquisadores e representantes de entidades interessados podem obter a programação completa e informações sobre inscrições pelos canais: