Junho Ambiental: evento debate justiça climática e protagonismo de povos tradicionais na proteção dos biomas

Encontro reúne MPF, Incra e Ibama para discutir territórios e saberes ancestrais contra a crise ecológica em Sergipe

Resumo do evento:
📅 Data: 12 de junho de 2026
⏰ Horário: 8h30 – 14h
📍 Local: Auditório do MPF/SE – Aracaju
🎯 Tema: Justiça climática e povos tradicionais como guardiões dos biomas sergipanos

No próximo dia 12 de junho, Aracaju sediará um encontro voltado à articulação entre justiça ambiental e conhecimento tradicional. O evento “Enquanto a Mata Respira: Povos Tradicionais e o Futuro dos Biomas Sergipanos” será realizado no auditório do Ministério Público Federal em Sergipe (MPF/SE), das 8h30 às 14h, com entrada gratuita.

A programação tem como foco central a proteção territorial, a emergência climática e o papel estratégico de indígenas e quilombolas na conservação da Caatinga e da Mata Atlântica – os dois biomas mais pressionados no estado.

 
 
 
 
 
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Por que a participação de comunidades tradicionais é vital para o meio ambiente?

Dados recentes do MapBiomas mostram que, entre 1985 e 2022, terras geridas por povos tradicionais e quilombolas perderam apenas 4,7% de sua vegetação nativa – um índice muito inferior ao registrado em propriedades privadas. Em territórios quilombolas com titulação regularizada, a supressão ficou em 3,2%, evidenciando que a segurança fundiária é um pilar da eficácia ecológica.

Em Sergipe, essa realidade ganha corpo com a atuação histórica de etnias como Xokós, Kaxagós e Fulkaxós, além de comunidades quilombolas como o Mocambo, que protegem recursos hídricos, sementes crioulas e a cobertura vegetal por meio de práticas agrícolas sustentáveis.

Desafios climáticos em Sergipe: desertificação e degradação costeira

A urgência do debate se justifica pelos impactos já visíveis nos biomas sergipanos. Expansão urbana desordenada, fragmentação florestal e mudanças climáticas aceleram a desertificação no semiárido e a degradação de manguezais e restingas na zona litorânea.

O evento, promovido em parceria com o Incra e o Ibama, busca justamente fortalecer a cooperação entre órgãos públicos, universidades, movimentos sociais e populações nativas para enfrentar esses desafios com políticas públicas coordenadas e troca de saberes.

Como participar

Cidadãos, pesquisadores e representantes de entidades interessados podem obter a programação completa e informações sobre inscrições pelos canais: